quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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Nas velhas alcovas, um adolescentes muito magro estava deitado sobre alguns trapos. As velhas alcovas eram como se chamavam os laboratórios de necromancia no mundo, no tempo e no espaço do cavaleiro escuro. E ele agora se via não como um cavaleiro já vivido e morrido, existindo como a sombra de um mundo que nunca foi de fato bom e prospero. Ele era esse pobre adolescente, caído ao chão, cansado, magro e lívido como um dos cadáveres pútridos que estavam deitados sobre as camas de pedra do recinto principal. Sim, o cavaleiro escuro sonhava, mais uma vez, agora com os tempos em que aprendera a reviver e controlar os corpos mortos e a falar com seus espíritos através das carcaças podres.
Um homem, muito alto e magro, com o rosto pálido para um negro, e com barbas ainda muito escuras (o que mostrava que não era tão velho quanto seu ar sombrio queria demonstrar) e o olhar penetrantemente vermelho, veio descendo as escadarias para o Salão Negro. Ele chamou o adolecente escuro para suas lições do dia (ou das noite eterna que parecia pairar no lugar)
-S abe quem é Lúcifer garoto?
- Perdão mestre, mas já li sobre ele, é o Estrela da Manha, o mais poderoso anjo, senhor dos coros celestiais e guardião da luz, anjo caído. Se rebelou e foi punido por Deus, depois de causar a primeira guerra do céu. ..
- Já basta, sei que leu, então, como é sua obrigação fazer. Agora diga, em seus estudos ouviu falar no Totem de Ossos?
-Perdão mestre, não li sobre isso...
Então, o velho mestre lhe contou exatamente isso:
“Dizem os velhos escritos, que Lúcifer, por um segundo no tempo dos homens, se arrependeu do que fez da guerra que causou e de ter afrontado deus. Ele quis, por um segundo, voltar a ver a fasse de Deus. Então decidiu construir um Totem, uma torre maciça, como uma escada, que fosse de Tártaros, do inferno, até os campos elisios, o céu. Ele foi arrancando partes de si mesmo, seus ossos, sua carne, ou o que corresponde a carne e osso nos planos inferiores. E, por ser um anjo, imortal, seu corpo se recompunha ”.


Não lembro como termina essa história... Acho que ai, o cavaleiro acordou.

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